Adriano Costa

















































O título da exposição toma de empréstimo o sobrenome do mítico jogador brasileiro de snooker. Rui Chapéu nunca foi campeão nacional, mas a elegância da sua coreografia matemática e minuciosa nas mesas de bilhar (em Português do Brasil) faz-me pensar na necessidade do prazer quando se faz arte e não só.

Em tempos, “dar um chapéu”, na gíria popular brasileira, pode significar “ludibriar”, “enganar”, mas sem a carga negativa de que esses termos podem ser vítimas. A meu ver, aqui, o “chapéu” tem mais a ver com encantamento do que qualquer outra coisa.

Pois bem, em ChapéuFilosófico – a show about LOVE LOST LET IT GO OR AS U WISH, esse estado é o objectivo. Os trabalhos, produzidos entre Novembro de 2016 e Janeiro de 2017, compõem-se de materiais, pesos e temperaturas diversas… têm as línguas entrelaçadas, coladas, sobrepostas… Juntos, falam-nos de forma não simétrica sobre comunicação, arte e art system (a diferença entre os dois nomes é grande…), amigos, relacionamentos, drogas… do modo como comunicamos hoje… por símbolos e códigos.  Que esse HOJE passe a não ser apenas o meu.

Obrigado(a),

Adriano Costa
17-01-2017